Wellington Luiz diz que permanece no comando do MDB-DF e aposta na pacificação da crise

O presidente da Câmara Legislativa e presidente do MDB-DF, Wellington Luiz, afirmou que continua no comando da legenda e minimizou os recentes movimentos internos que tentaram afastá-lo da presidência regional do partido.

Em conversa com a reportagem, Wellington Luiz afirmou que a situação já está superada.

“A questão da presidência do MDB está resolvida. Eu continuo presidente do partido.”

Sem retaliações

Segundo Wellington, os deputados distritais que assinaram o documento favorável à sua destituição deverão rever a posição adotada.

“Os deputados que assinaram a carta vão fazer uma carta de desculpas.”

Questionado sobre possíveis represálias contra parlamentares que participaram do movimento interno, Wellington Luiz negou qualquer intenção de retaliação.

“Não existe questão de tirar cargos de ninguém nem de retaliar ninguém.”

Caso Daniel Donizet

Sobre o episódio envolvendo o deputado distrital Daniel Donizet, que registrou ocorrência policial após alegar ter sido ameaçado, Wellington Luiz afirmou que pretende resolver a situação por meio do diálogo.

“Isso será resolvido na diplomacia e no bom cafezinho.”

Apoio mantido a Celina Leão

Apesar das turbulências internas, Wellington Luiz garantiu que o MDB segue apoiando a governadora Celina Leão no cenário político local.

“Todo mundo mantém o apoio à Celina Leão.”

MDB Nacional e o tabuleiro de 2026

Wellington Luiz também comentou, de forma reservada, sobre as conversas envolvendo a direção nacional do MDB e o cenário eleitoral de 2026.

Segundo informações repassadas por ele, existe a possibilidade de setores do MDB Nacional defenderem seu nome para compor uma futura chapa majoritária ao lado de Celina Leão.

Embora não tenha confirmado oficialmente a articulação, a movimentação reforça a percepção de que o partido busca construir uma saída de unidade após os recentes conflitos internos.

Enquanto isso, a crise que parecia caminhar para uma ruptura dentro do MDB-DF pode estar dando lugar a um novo capítulo: o da tentativa de reconciliação.

Afinal, como dizem nos bastidores da política brasiliense, o jogo muda rápido — e quase nunca termina da forma como começou.

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