Partido trabalha há três anos na formação de suas bases e projeta eleger até três deputados distritais em 2026
Quem observa apenas os partidos que tradicionalmente dominam o cenário político do Distrito Federal pode estar subestimando o movimento construído pelo Mobiliza nos bastidores.
Estivemos na convenção do Mobiliza DF e encontramos um partido organizado, animado e confiante em sua nominata. A legenda prepara uma chapa completa, com 25 candidatos a deputado distrital, e trabalha com a meta ambiciosa de conquistar entre duas e três cadeiras na Câmara Legislativa do Distrito Federal.
Segundo Rogério Campos Bezerra, presidente do Mobiliza DF, essa construção não começou agora. Foram aproximadamente três anos de articulação, organização das bases e escolha de nomes considerados estratégicos para a disputa proporcional.
Os possíveis puxadores de voto
Entre os nomes apontados internamente como potenciais puxadores de voto aparecem:
- Crícia
- Camargo
- Tabanez
- Sardinha
- Raad Mansur
Na disputa para a Câmara dos Deputados, o destaque apresentado pelo partido é Rita Balock, que já estaria intensificando sua movimentação política e o trabalho junto às bases.
Celina abre vantagem, mas a eleição no DF ainda está longe de ser decidida
É importante lembrar que uma nominata não pode ser analisada somente pelos seus nomes mais conhecidos. Para eleger dois ou três deputados distritais, o Mobiliza precisará combinar candidatos competitivos, boa distribuição territorial dos votos, estrutura partidária e desempenho coletivo suficiente para alcançar o quociente eleitoral.
Aliança com Celina Leão
A governadora Celina Leão participou da convenção para consolidar a aliança com o Mobiliza. A presença dela fortalece a posição institucional da legenda dentro do campo governista, embora alguns integrantes da nominata possam manter compromissos ou simpatias com outras correntes políticas.
Essa diversidade interna não é necessariamente um problema. Em partidos menores, ela pode ampliar o alcance eleitoral da chapa. O desafio será manter unidade suficiente em torno do projeto partidário sem impedir que os candidatos preservem suas próprias bases.
Uma meta ousada, mas que merece atenção
Eleger três deputados distritais é uma meta ousada. Não basta realizar uma boa convenção ou reunir candidatos conhecidos. O resultado dependerá da capacidade de transformar organização de bastidor em votos e de evitar que a nominata fique excessivamente dependente de poucos nomes.
Ainda assim, o Mobiliza demonstra que não pretende participar da eleição apenas para cumprir tabela. O partido montou sua estratégia com antecedência, organizou uma chapa completa e quer ocupar um espaço que, muitas vezes, é ignorado pelos grandes grupos políticos.
Na disputa proporcional, partidos organizados podem surpreender justamente porque trabalham longe dos holofotes. Política não se vence apenas no palanque. Vence-se também na formação das bases, na composição da nominata e na capacidade de somar voto por voto.
Agora, será preciso esperar as urnas. Mas uma coisa já ficou clara na convenção: o Mobiliza DF quer entrar em 2026 como protagonista, e não como figurante.